Primeiramente gostaria de agradecer à organização. Estava impecável como tem sido tradição das provas realizadas pelo Clube Randoneiro Cristal (até hoje eu lembro daquele Misto-Quente – QUENTE! sendo entregue a nós na beira da estrada nos PCS finais do Audax 300).

Sem vocês nada disto seria possível e nós brasilienses e demais da região teríamos que ir a outros estados para podermos completar a série.

O bom filho a casa torna.

Este foi meu primeiro Audax em Fevereiro de 2013. Lembro bem de tudo.

Mais uma vez, a prova foi bem legal. Largamos em pequenos pelotões até a curva da GO-020. Este pedaço foi diferente do trajeto original. A parte do desvio pela GO-020 trazia vantagens – pouquíssimo movimento de carros –  mas a desvantagem de um asfalto bem ruim. A bike inteira tremia e isto dificultava um pouco a manter uma velocidade mais elevada. Fui conversando com o Lucas e com o grande Carlos Paulo (de Cristalina, já companheiro de alguns outros Audaxes) mantendo uma boa média. Chegando no PC1 (Lanchonete Campos) parei rapidamente para abastecer de água e parti.

Carlos Paulo camarada gente fina!
Camarada Carlos Paulo!

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Voltamos até a BR-050 e o asfalto estava sensivelmente melhor. Fui mantendo aproximadamente a mesma média. Ao chegar nos PCs, Via alguns amigos saindo quando eu chegava, outros chegando quando eu saia. E seguia….

O clima estava quase perfeito (bem diferente das provas que fiz lá em Fevereiro). Nublado por todo o tempo, e um leve chuvisco (apesar de ter ouvido relatos que alguns mais rápidos chegaram a pegar chuva). Tudo colaborava.

No ultimo PA (KM 152), dei uma verificada no GPS e estava com média de 27.1KM/H. Eu dei uma parada mais longa.

Chegaram ali o Agney e a Júlia. Segui pedalando “mais ou menos” com eles (as vezes um pouco a frente, as vezes um pouco atrás). A partir do KM 152 eu perdi um pouco o pique e a velocidade caiu. Fui pedalando em ritmo mais lento até quase no fim e cheguei a parar no meio da estrada quando faltavam 1.6KM para completar (foi a minha única parada fora de um PC/PA). Meti os 2 pés no chão e respirei um pouco.  Segui e completei.

Já na chegada com o Jõao Bruto
Já na chegada com o Jõao Bruto

Media final 23.1KM/H, 8H42M.

Sem câimbras, sem pneus furados.

Eu ultimamente tenho desconfiado que problemas de alimentação estavam me prejudicando um pouco. Nos últimos 4 audaxes e nos pedais de longa distância era quase uma regra… Chegava no KM 80-90 e começava um princípio de câimbra na perna. Eu ia gerenciando esta câimbra dando uma aliviada, uma hora forcando mais a outra perna, etc. Mas obviamente nunca era uma coisa boa. E depois dos 300KM sempre batia uma fadiga quase crônica que só passava depois que eu comia algo (como foi colocado no meu relato do Audax 600KM de Florianópolis e no 300 de Hidrolândia).

Eu sempre seguia naquela regrinha simples (e leiga) de nutrição – Carboidratos antes do treino, proteína após treino. Sempre comia uma macarronada, Uma lasanha ou um risoto. Isto está certo. Mas estes pratos não são muito ricos em Sódio.

Desta vez resolvi mudar. Na noite anterior comi Pizza de Aliche (ou anchova, como alguns chamam) que é bem rica nisto.

Peixinho milagroso

Peixinho milagroso

15 gramas do peixinho te dão 900mg de sódio (37% do valor diário recomendado).

A diferença foi enorme… Não tive nada de câimbras em momento algum da prova. Deu para fazer uma média real de 27.1KM/h até o PA do KM 152. A partir dali quebrei um pouco e a média final caiu para 23.1KM/H, talvez pela falta de mais alimento.

Jeito vai ser fazer algo neste estilo:

 

PedalandoPizza

 

Nos próximos pedais….

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